Plástico | Águas do Algarve

Plástico

O maior inimigo dos oceanos

 

 

O Plástico em Portugal e no Mundo

O plástico tornou-se o maior perigo para os oceanos. Ao longo dos anos a falta de consciência ambiental trouxe esta ameaça para os oceanos e animais que lá vivem.

Emily Woglom, vice-presidente executiva da Ocean Conservacy, referiu que, segundo a estimativa global, há 8 mil milhões de toneladas de plástico a entrar nos oceanos anualmente.

Mais de 80% do lixo encontrado nos oceanos é composto por plástico. Sacos, garrafas, tampas, pacotes de batatas fritas, produtos de higiene íntima, talheres, copos, balões, cordas de nylon, palhinhas, cadeiras, caixas, cotonetes, e tantos outros materiais são encontrados todos os dias no mar.

E é no mar que o plástico se tem vindo a acumular ano após ano, originando as ilhas de lixo. Estas ilhas chegam a ter o tamanho de países e crescem devido às más atitudes humanas.

Estima-se que 20% do plástico presente no oceano seja originado por contentores de navios ou instrumentos de pesca. Os restantes 80% derivam de locais em terra.

Em Portugal, segundo um estudo publicado em 2018, pela Word Wildlife Fund, 72% do lixo encontrado em zonas industriais e estuários são microplásticos. As zonas mais afetadas são Lisboa e a Costa Vicentina por estarem muito próximas dos estuários do Tejo e Sado.

Em 2019, segundo uma notícia da National Geographic, os números de plástico consumido em Portugal eram assustadores:
•    721 milhões de garrafas de plástico
•    259 milhões de copos de café descartáveis
•    1000 milhões de palhinhas
•    40 milhões de embalagens descartáveis
•    10 Mil milhões de beatas de cigarro
A ONU alertou que todos os anos são produzidos mais de 400 milhões de toneladas de plástico no mundo e apenas 9% é reciclado.

Em 2018 existiam mais de 150 milhões de toneladas de plástico nos oceanos.

 

Como é que o plástico vai parar aos oceanos?

Quando o plástico não é reciclado vai parar às ruas e aterros e, através do vento, vai parar às águas. Depois, visto que não se degrada e tem grande durabilidade, dá entrada nos oceanos. Durante este processo, os produtos de plástico vão-se desgastando devido às mudanças de temperatura e desfazem-se em partículas mais pequenas: os microplásticos.

E quais são as consequências do plástico que vai parar aos oceanos?
•    Animais que ficam presos em plástico ou sufocados, ou mesmo mortos pela ingestão de plástico
•    Exposição dos humanos a produtos químicos através da cadeia alimentar
•    Problemas para o clima: a reciclagem de 1 milhão de toneladas de plástico equivale a retirar 1 milhão de carros das estradas em termos de emissão de CO2.
•    Degradação do habitat da vida marinha
•    Custos elevados para setor da pesca e turismo

 

Porque é que os animais marinhos confundem plástico com comida?

Quando um pedaço de plástico vai parar ao mar, esse resíduo vai ganhando o sabor dos peixes que lá habitam. Isso acontece porque o plástico no oceano é rapidamente colonizado por uma fina camada de micróbios chamada de "plastisfério".
Tartarugas, focas, golfinhos, baleias, gaivotas e tantos outros animais sofrem todos os dias com as atitudes dos humanos. 
Em 2018 um estudo dizia que todos os anos 100 mil animais marinhos morriam com plástico.
Uma baleia foi encontrada morta na Indonésia com 5,9 quilos de plástico no estômago. E este é apenas um exemplo no meio de muitos animais que são encontrados com plástico.
 Os cientistas já avisaram que se a poluição dos oceanos continuar assim, em 2050 haverá mais plástico do que peixes no mar.
O governo português anunciou em 2019 que em 2020 o consumo de plásticos descartáveis ia começar a ser proibido. Esta foi uma medida que fez com que muitas empresas e cadeias de restauração eliminassem o plástico e substituíssem por outros materiais ecológicos. 
Este ano várias atitudes têm vindo a ser tomadas no mundo e em Portugal de modo a reduzir o consumo deste material. Muito é necessário fazer mas começámos o caminho para o fim do plástico descartável.

 

E nós, o que podemos fazer para evitar o plástico?

•    Dizer não às palhinhas de plástico. Já existem palhinhas feitas de cartão, bambu e outros materiais.
•    Aderir ao eco saco. Um saco reutilizável ou de pano é uma forma de termos sempre um saco disponível para as compras e que pode ser usado muitas vezes.
•    Acabar com as garrafas de plástico. Podemos substitui-las por um cantil. É uma forma de termos sempre água fresca à disposição e podemos usar as vezes que necessitarmos.
•    Evitar cosméticos que contêm plástico na sua fabricação. Recorrer aos exfoliantes naturais ou com receitas simples é uma alternativa.
•    Não comprar produtos embalados com plástico. Além do mais não é saudável para os alimentos.
•    Optar por escovas de dentes ecológicas. Há escovas de vários materiais amigos do ambiente à venda.

 

Educação Ambiental da Águas do Algarve - Os oceanos e o plástico

Nas ações de sensibilização ambiental que a Águas do Algarve desenvolve, o tema do plástico e da poluição do mar é um dos temas fundamentais, que não pode deixar de ser abordado.
Em escolas de toda a região, da primária à secundária, são milhares os alunos que ouvem o nosso alerta. 
É importante sensibilizar os jovens para os perigos da poluição marinha e dar dicas de como substituir o plástico. São muitos os alunos que dizem já aderir a materiais ecológicos.
Sabemos que consciencializar os mais novos desde cedo para esta temática é urgente para que possam crescer e tornar-se adultos responsáveis, com consciência ambiental e que saibam como cuidar dos oceanos.

 

Cuidar dos nossos oceanos é um dever de todos!

O plástico mata os animais marinhos que apenas procuram os seus alimentos. Não será uma justificação suficiente para acabarmos com o consumo de plástico? A pouco e pouco notamos algumas melhorias de atitudes mas ainda há um grande caminho a percorrer.
Evitar o plástico e não poluir o mar com lixo são pequenas atitudes que deviam ser tomadas por todos. Mas se cada um fizer a sua parte será menos um pedaço de plástico na água.
Cuide da água, cuide dos oceanos. Proteja os animais marinhos. Proteja a vida na Terra.