ETAR de Faro/Olhão | Águas do Algarve

ETAR de Faro/Olhão

A nova ETAR de Faro-Olhão foi construída no final de 2018, no local da antiga ETAR de Faro Nascente, no Concelho de Faro, a cerca de 2 km a este da cidade de Faro, numa parcela no local do Sítio da Garganta, na margem esquerda do rio Seco, incluída na zona lagunar da ria Formosa.

Esta ETAR trata, quer uma parte das águas residuais geradas na cidade de Faro e do Concelho de S.Brás de Alportel e que eram encaminhadas para a antiga ETAR de Faro Nascente, por lagunagem, quer as águas residuais geradas na cidade de Olhão e que eram tratadas na ETAR de Olhão Poente, por lagunagem (figura 1).

Com a nova ETAR de Faro/Olhão foi possível desativar os antigos sistemas de lagunagem, que se revelavam subdimensionados e desadequados, do ponto de vista do nível de tratamento efetuado.

 

Figura 1 – Localização da nova ETAR de Faro/Olhão

A água residual afluente à ETAR de Faro/Olhão chega à instalação toda elevada, proveniente de 14 estações elevatórias, em alta e 1 estação elevatória, em baixa, compreendendo uma extensão total de sistema intercetores de 57 km.

A ETAR está dimensionada para tratar um caudal de 28 149 m3/dia, correspondente a uma população total equivalente a 113 200 habitantes.

 

Conceção da Infraestrutura
 

A ETAR é constituída por três linhas de tratamento distintas:

-  linha de Tratamento da fase líquida;

- linha de Tratamento da fase sólida;

- linha de Tratamento da fase gasosa.

 

A linha de tratamento da fase líquida integra as seguintes etapas principais:

Tratamento preliminar e equalização

  1. Receção e medição do caudal afluente à ETAR;
  2. Receção de limpa fossas e remoção de grossos;
  3. Gradagem;
  4. Desarenamento/desengorduramento;
  5. Equalização;
  6. Elevação Intermédia

 

Tratamento secundário

  1. 2 reatores descontínuos de tratamento biológico avançado de lamas ativadas com tecnologia Nereda®
  2. Regularização de caudal secundário.

 

Filtração e Desinfeção

  1. Filtração em areia;
  2. Desinfeção por radiação UV;
  3. Medição de água tratada e emissário final de descarga.

 

A linha de tratamento da fase sólida integra as seguintes etapas principais:

  1. Órgão tampão de lamas;
  2. Espessamento gravítico das lamas biológicas;
  3. Desidratação mecânica por centrifugação;
  4. Armazenamento de lamas.

 

Tratamento da fase gasosa

  1. Desodorização através do processo de lavagem química.

 

 

Parâmetros de qualidade
 

Atendendo à dimensão da população servida e à área de influência da descarga da ETAR, e tendo sido identificados usos do meio recetor que condicionam a qualidade da descarga, de acordo com o Decreto-lei n.º 152/97, de 19 de junho, com as alterações introduzidas pelos Decreto-lei n.º 149/2004, de 22 de junho e Decreto-Lei n.º 198/2008, de 8 de outubro, a descarga efetua-se para uma zona classificada de sensível ao abrigo da Diretiva 91/492/CEE de 15 de julho de 1991, pelo que foi implementado um tratamento de nível superior ao secundário, incluindo desinfeção para a totalidade do efluente.

 

As concentrações dos principais parâmetros de qualidade do efluente à saída da ETAR deverão respeitar os seguintes valores:

Parâmetro

Unidades

Valor limite de Emissão

CBO5 a 20ºC

mg O2/l

25

CQO

mg O2/l

125

SST

mg/l

35

Coliformes fecais

NMP/100ml

300

 

Os requisitos de qualidade para as lamas são:

Parâmetro

Unidades

Valor limite Admissivel

Matéria seca

%

20 ±2

 

Os requisitos da qualidade do ar devem garantir à saída do tratamento:

Parâmetro

Unidades

Valor limite de Emissão

Sulfureto de Hidrogénio

mg/N m3

0,1

Mercaptanos

mg/N m3

0,07

Aminas voláteis

mg/N m3

0,3

Amoníaco

mg/N m3

1,0

 

 

Os requisitos de qualidade para reutilização do efluente tratado como água de serviço são:

Parâmetro

Unidades

Valor limite Admissível

Coliformes fecais

NMP/100ml

100

Ovos de Parasitas Entéricos

N/1

1

 

Localização Geográfica: